O Requerimento nº 4/2026, que trata do pedido de informações ao Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales – Consirj sobre a situação financeira atual de cada um dos municípios que o integram, foi rejeitado pela Câmara Municipal de Jales por 6 votos contrários a 3 favoráveis, nesta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, na 1843ª Sessão Ordinária da Casa Legislativa. A propositura teve como autora a Vereadora Franciele Cristina Villa Matos (PL).
Além dela, haviam votado a favor do Requerimento os Edis Luís Especiato (PT) e Leandro Antonio Bigotto (PL). Já os votos contrários foram dos Vereadores Andrea Cristina Moreto Gonçalves (PODE), Eliane Miranda Matsukawa (REPUBLICAN), Elder Garcia Mansueli (PODE), Fábio Kazuto Matsumura (PRD), Rivelino Rodrigues (PP) e Vanderley Vieira dos Santos (REPUBLICAN). Por se tratar de votação por maioria simples, o Presidente da Câmara, Bruno Henrique de Paula (PL), não vota.
No Requerimento rejeitado, Villa havia destacado que o Consirj exerce papel essencial na execução de serviços de saúde de média complexidade, incluindo o atendimento realizado na Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Jales, e afirmado que são públicos e notórios os constantes atrasos nos pagamentos de salários e vencimentos dos profissionais vinculados ao Consórcio, “situação que compromete a regularidade dos serviços prestados e expõe trabalhadores a condições constrangedoras e incompatíveis com o princípio da dignidade da pessoa humana”.
Villa também havia mencionado, no documento, informações veiculadas na imprensa e declarações públicas da presidência do Consirj indicando que os atrasos estariam relacionados à inadimplência ou ao atraso nos repasses financeiros por parte de municípios consorciados, incluindo Jales, além de salientar a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos e a importância do acompanhamento, por parte do Poder Legislativo, da situação financeira do Consórcio.
Na Sessão Ordinária, a Vereadora relatou que esteve recentemente na UPA e foi questionada por vários médicos e outros servidores a respeito dos atrasos salariais. “Uma enfermeira disse que devido ao salário em atraso, teve R$ 800,00 de juros no cartão. Ela estava revoltada. Esse questionamento é direcionado ao Paulo [Miotto, Presidente do Consirj], pedindo informação. Fiquei sabendo que não é só o município de Jales [que está com repasses atrasados]. [O Requerimento é] para saber se realmente essas falas são verdade ou não, e para poder responder a esses enfermeiros que estão pagando juros, aos médicos e aos funcionários”, explicou Villa.
Outros detalhes sobre o Requerimento rejeitado estão disponíveis no link https://jales.siscam.com.br/Documentos/Documento/53832.

quarta, 15 de abril de 2026 
